sábado, 31 de março de 2012

Minha Marca!





Derrame seu desejo em mim, venha aqui.
Lembra o quanto é bom quando nos amarmos?
O que é delícia para você agora?
Essas perguntas são firulas, você já sabe!
Só venha e me dê sua boca.
Quero beijá-la profundamente até perder-me em você.
Quero te alucinar, te deixar de quatro, de lado, do avesso até você me pedir para parar.
A noite está linda e o céu cheio de estrelas...
Você consegue ver?
Deite aqui em minhas pernas e olhe para o céu.
Olhe enquanto beijo suas costas e te faço ver estrelas.
Mulher!
Gostosa!
Safada!
Assanhada!
Sem vergonha, querida, deliciosa, lésbica selvagem, vem cá...
Dá para mim antes que eu enlouqueça.
Depois você pode gozar onde quiser, mas antes, só dê para mim.
Para você... Eu de novo!
Como sempre...
Sua!

sexta-feira, 30 de março de 2012

Como?






Fiquei pensando...
Como é que se escreve a felicidade? Como é que digo sobre as minhas pernas enrodilhadas nas tuas, os meus dedos agentes infiltrados nos teus cabelos, a tua língua a pintar-me a boca a traços grossos?
Como partilhar aqui que a minha pele se ri ao teu toque quente, como se estivesse sempre com febre! Quem quer saber? Do meu corpo armadilhado nos teus braços e dos meus olhos, que rebolam pelo quarto sem saberem para que parede deva atirar e deixar explodir o gozo, que não me cabe mais cá dentro.
Como é que transmito? Que me apetece resguardo e cama, mãos agarradas e vozes baixas,
- Por favor, me aperta, mais!
Sim, como explicar? Que foste sorte, acaso, tiro às cegas, pim pam pum, a álea da vida em todo o seu esplendor.
Como explicar? Que as coisas são simples, afinal, e que a dor não passa de um caminho de sentido obrigatório que não dá para atalhar, até um dia chegarmos a quem nos espera desde sempre?
Maria Luisa


quinta-feira, 29 de março de 2012

Não Pare...





– Não pare, não pare… disse ela tremendo, afundando em meu corpo suas unhas afiadas. Seus lábios mordidos gemiam… Seu corpo começou involuntariamente a tremer.
Eu não parei, e forcei mais. E cada vez mais forte. Meu corpo ia e vinha sem compasso certo, ora mais forte, ora mais fraco. Por vezes me deixei ficar, pulsando. Seu corpo então se mexia.
Eu ajudava ao não largar meu peso, deixava seu quadril solto. Que se roçava acintosamente em mim. Sua língua lambia meu peito e nossos corpos um roçar absoluto de pele. Ela gemia, sorria, chorava. E tremia cada vez mais, não existiam mais espaços entre nossos corpos, apenas grunhidos, gemidos, cheiros, impulsos… parecia em transe, berrava, se contorcia mais, gemia
– Não pare agora - Continuou dizendo, em sussurros – Não pare agora, não pare, não pare, não pare mais. Assim, assim…
A voz cada vez mais fraca… Repetia. Os olhos fechados, ofegante. Seu corpo encharcado em espasmos, se retesava, escorriam suores…
Eu continuei, te provocando mais prazeres, te continuando mais desejos e sensações.
E eu ia, cada vez mais forte, cada vez mais fundo, cada vez mais dentro, cada vez mais...
Cada vez mais e maissss...
Maria Luisa Martins

quarta-feira, 28 de março de 2012

Pelos Vales Do Teu Corpo!






Encontro-me envolvida em pensamentos… E pouco tenho para imaginar. A nossa ligação forte faz-me chegar até ti e sentir-te. Olhando o sol que se despede de mim e o céu a decompor-se em tons laranja avermelhados, brotam-me as saudades pelos vales do meu corpo, pelas fossas das minhas experiências, pela minha pele que se arrepia por vasculhar sozinha, este manto extenso, diante os meus olhos. Fecho os olhos, num respirar profundo, abraço-me fazendo do meu braço esquerdo, o meu cachecol. Aquele teu mimo… O afago que de longe me mandaste ao vento, quando a palavra ‘distancia’ ainda tinha uns quilômetros acrescidos pelo nosso querer faminto. Deixando-me levitar pelos momentos que visiono sem ver, pelos sentires que sinto intensamente, sem sentir, recordando-me e alegrando-me por ser eu, uma das tuas viagens favoritas e habituais vejo-te, sem que nunca cesses, num dedilhar delicado, tocando as minhas veias de aprendiza, como se de uma linda e melodiosa harpa se tratassem. Sinto-te soprar o meu coração, enchendo-o do teu ar puro, fá-lo bombardear, fá-lo executar a sua função, mas mais que toda a complexidade do meu ser (humano), fazes-me viver assim, desta forma tão viva, tão humana. Fazendo de mim deusa, sereia ou qualquer outra figura mitológica. Lanças-me a este mar imenso de sonhos.
Hoje, na tua ausência, adormeço assim que a lua me inunde com a sua luz de neve, numa brisa suave que me fará encolher e dormitar aconchegada. Adormeço sem pressas de acordar… dormirei sem que o tempo me seja uma preocupação tentadora e para esta viagem paralela à tua, trago todos os meus projetos de vida ao teu lado para a nossa realidade e vivo-os por intensos momentos, quando sem dar por isso, regressas, para me acordar com beijos suaves e sussurrares angelicais.
Maria Luisa Martins

terça-feira, 27 de março de 2012

Quero te possuir!




Quero ter-te esta noite inteira, quero que teu corpo seja o meu porto de abrigo deste meu desejo ardente.
Quero-te esta noite, esse teu corpo alvo exibido à minha gula entre lençóis rubros de um delicado cetim.
Quero sentir-te minha e gritar sobre ti no momento em que te possuo, declarações murmuradas por entre os gemidos que a minha boca cerrada deixa escapar.
Quero possuir-te com o desejo sentido, sofrido em noite de insana loucura em que já não é desejo é tortura todo este querer.
Quero possuir-te esta noite arrancar com fúria essas roupas com que escondes encantos que eu preciso ter e arrancar com os dentes as rendas com que cobres esses recantos de prazer do teu corpo de mulher.
Quero ter-te esta noite deixar no teu corpo a marca de um território só meu conquistado numa luta de gemidos e suor e deixar nele como troféu a bandeira desta vontade.
Quero desfolhar teu corpo como milho-rei numa noite de Agosto e ter na minha mão teu corpo frágil, dócil e exposto.
Quero ter-te nua sobre a minha cama como presa domada e jogar em teus seios como oferenda as pétalas macias de uma rosa vermelha e perfumada.
Quero ter-te com fúria, que o meu corpo te domine e te conceda um prazer não isento de dor e que cada gemido nosso, seja mais uma nota na música do prazer.
Quero possuir-te com a intensidade de uma primeira vez, corpos frementes num desejo atroz.
Quero entrar em teu corpo como dona, fazer-te minha, fazer-te minha escrava e minha rainha.
Luisa M Barros

segunda-feira, 26 de março de 2012

Paz.





Uma das grandes sensações que alguém pode experimentar nesta vida é a de paz, vocês não concordam? Paz consigo mesmo, com o mundo e com as pessoas que fazem parte da sua vida. A sensação de paz, ao contrário do que muita gente imagina, não é uma sensação morna, neutra ou de que nada acontece. Ao contrário. As coisas acontecem, mas elas andam no ritmo certo. Não tem nenhum Deus-nos-acuda, o mundo não vai acabar amanhã e, se for, não há nada que alguém possa fazer. Paz é uma sensação de que (como alguém já disse antes) a direção é mais importante que a velocidade – e uma ligeira desconfiança de que a direção está certa. Paz é quando o mundo não precisa parar para você descer, pois você pode descer a qualquer momento e tem total controle da situação. Paz é ter a cabeça vazia diante de uma estrada que não tem fim. Paz é colocar sua cabeça no travesseiro à noite e dormir com a certeza de que você não enganou ninguém, não mentiu para conseguir nenhuma vantagem ou usou de alguma forma ilícita para conquistar alguma coisa ou alguém. Você tem a nítida sensação do que é paz quando você não busca a felicidade em cada coisa que faz ou em cada lugar que vai. Paz é quando você está na hora certa e no lugar certo simplesmente porque você acha que àquela hora e aquele lugar são certos para você estar. Paz é querer aquela pessoa que também te quer e, se um dia uma das partes não quiser mais, tudo bem. Você também vai estar em paz, pois não precisa de outra pessoa para viver. Paz é estar feliz com sua própria companhia. Paz é uma sensação interna de que sua busca não acabou, mas que ela não acaba quando você encontra. Paz é não ter saudade do passado. Ou ter, mas viver em harmonia com ele. É não esperar pelo futuro como se ele existisse porque, na verdade, o futuro acaba no exato momento que começa. Paz é a sensação de que tudo vai dar certo e, se não der, você terá outra chance. Paz é acordar na beira do mar e não ter nada para fazer. Ou ter. Paz é uma ave livre abrindo as asas no seu ombro. Paz é uma sensação de dever cumprido. De uma obra entregue no prazo. De fiz meu melhor. Paz é o final de um espetáculo de teatro depois que as cortinas se fecham. Paz é uma sensação para poucos, mas aqueles que a experimentam não trocam por nenhuma outra sensação do mundo que possa se acabar num piscar de olhos. Se eu pudesse dar uma fórmula mágica da paz em um texto, eu daria. Mas, por enquanto só posso descrever um pouco do que estou conhecendo. Que não é quente, não é frio e muito menos morno. É leve, é novo, é seguro. A sensação de paz é um sentimento tão nobre quanto o amor, só que mais apurado. A paz é sublime.
Maria Luisa Martins

domingo, 25 de março de 2012

Te amando...




Afundo-me em teus olhos, profundos e suspeitos. Produzidos com afinco, sem defeitos, são perfeitos. Estes escondem a magia, as palavras mais bonitas. Pois, as verdadeiras e sentidas, são as que não são ditas. Encantados com brilho, de palavras de amor. Composição perfeita, num jardim de dupla flor. Desço a teus lábios, apetitosos e sufocantes. Banais, mas perfeitos, com mais valor que diamantes. Sufoco com teu beijar, sucessivo e insaciável. Amável, tua saliva em minha é comunicável. Adaptável, agradável, confortável, imensurável. Formidável, inigualável, e no fundo tão desejável. Presa em teu beijar, sinto o sabor, o arder do teu calor. Desço a teu pescoço, cobrindo-o de carícias. Os teus beijos, os teus gemidos, oh, pequenas delícias. Navego a teus seios, sedutores e provocadores. Bonitos como flores... Tocados com amores. Saboreados, com minha língua, tocados com minha mão. Arrepios sucessivos, bem direitos ao coração. Hum, como são doces, como é bom aqui navegar. Mas, o mar é extenso, e então tenho de continuar. Minha mão, desliza e alisa, tua barriga. Minha boca, solta palavras de amor, por ti rapariga. Paro eu teu umbigo, faço dele uma brincadeira. Tenho-te em pedaços, dando-te prazer por inteira. Exploro tua vagina, de todas as formas de amar. Sinto em teu clitóris, o calor, o seu molhar. Como te deixa confortável, o meu tocar. Teu corpo no meu, fundidos nesse momento. O gemido, o prazer, no fundo todo o sentimento. A intensidade aumenta, assim como o entusiasmo. Teu corpo arqueia, enquanto atinges o orgasmo. O meu estremece, com um prazer imenso. Durante longos segundos, o prazer é intenso. Eu penso, se me encontro no chão, ou estarei suspensa. Porque eu levito, no céu denso e extenso. Acabado, o prazer não acaba o sabor. Abraçada ao teu lado, jorrando palavras de carinho. Tu adormeces, agarrada a mim a sorrir. E eu em vez de te acompanhar, fico a pé, para te ver dormir.
Maria Luisa Martins

Murmúrios.




Danço em pele, o som do teu gemido Murmúrios de música sussurrada, gemida, onde és vocal, eu orquestra. O meu corpo suado, ao ritmo em despudor do teu compasso. Roça em teus sentidos delírio em contínuo movimento do meu corpo nu, que se faz teu. Deslizo nas gotas, que chovem do teu desejo, e me entranho no teu prazer. Um ir e vir constante, forte, selvagem e louco. Tremo no teu tremor que se contorce como em transe e me aperta, se encharca e me arranha. Se mistura e se faz gozo, como se querendo infindo. Se mistura e se faz nosso, como se implorando eterno…
Maria Luisa Martins

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Entrega Deliciosa.






Me toque devagarzinho, leve qual brisa que passa, vá seus dedos passando nos meus lábios, murmurando que me quer e me abraça... Quando me beija, levito, sinto o corpo incendiar, sorvo o mel e sinto a chama correndo pelas entranhas...
Louca paixão a pulsar! Segurando meus cabelos, com uma de suas mãos, com a outra prenda meu rosto e é tão louco, intenso, o gosto desse beijo em ebulição... Que ainda muito mais eu quero!
Meu corpo inteiro, se entrega... Nem quero saber o preço, podes virar-me do avesso, minha boca não se nega! Saliva doce qual néctar, na minha boca instilando, aspiro ao hálito quente, sugo a língua incandescente como meu corpo, queimando!
Amantes ensandecidas despertadas por desejos de uma posse sem limites... Que o universo inteiro, agite, sob um turbilhão de beijos!
Maria Luisa Martins


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Eu Valho À Pena!






Você se apaixona fácil? Minha experiência me diz que o primeiro erro que alguém pode cometer num relacionamento é se apaixonar pela outra pessoa antes de conhecê-la bem. A paixão é cega. Ou melhor, a paixão deixa as pessoas cegas. Elas começam a idealizar as outras e esse é o primeiro passo para um relacionamento dar errado. Quando a realidade dá as caras, ninguém é tão perfeito nem tão amor infinito quanto o outro imagina.
 Mulher nenhuma dá conta de ser tão linda quanto à outra acha que ela é.
Tão legal quanto a outra acha que ela é.
Tão desgarrada e sem ciúme quanto a outra gostaria que ela fosse.
Isso é coisa do começo. E depois de alguns meses, somos obrigadas a corresponder às expectativas que elas criaram por conta própria.
Cadê aquela mulher perfeita, linda, exuberante e legal que eu conheci? Não, querida, essa pessoa nunca existiu a não ser na sua imaginação.
Esse texto poderia ser parte da minha autobiografia premeditada. Coisas que podemos escrever antes que elas aconteçam, pois inevitavelmente vão acontecer. Eu nunca consegui ser tão boa companhia quanto pensavam que eu fosse. Nunca consegui ser tão culta quanto pensavam que eu fosse. Nunca consegui ser tão descolada quanto pensavam que eu fosse.
Nunca consegui ser tão assídua na academia quanto pensavam que eu fosse.
Nunca consegui ser tão dona da minha própria vida quanto pensavam que eu fosse.
Nunca consegui ser tão bem resolvida quanto pensavam que eu fosse.
Já se apaixonaram por mim diversas vezes e, ainda assim, continuo solteira.
Cada vez mais, quero que NÃO se apaixonem por mim, afinal não vou ser metade da fantasia de alguém. Nem tento. Já vou dizendo logo quem sou, pois meu negócio é a realidade.
Todas que se apaixonaram por mim me fizeram sofrer no final. Queriam que eu fosse alguém que eu não sou para eu corresponder a uma expectativa que não fui eu que criei.
Nunca vou achar normal traição e meu conceito de traição inclui trocar telefone (ou outro meio de contato) com uma mulher.
O que alguém acha de mim não vai determinar quem eu sou. Mesmo assim, não vou discordar quando alguém achar que eu não valho à pena. Eu valho! Eu valho à pena se tentarem me amar ao invés de se apaixonarem por mim.
Maria Luisa Martins

A Arte De Se Entregar






Conforme envelhecemos, amamos de formas diferentes, vocês não acham meninas? Eu estou achando isso, porque devido a fatores como experiência memória e autopreservação pensamos, agimos e vivemos de forma diferente.
Começamos a sentir medo de nos machucar, pois já sofremos muito em relacionamentos passados. Temos receio de nos entregar porque provavelmente a outra já deve ter tido várias experiências e vai brincar conosco.
Quanta besteira! A melhor coisa que existe, o maior presente que você pode dar a alguém é expressar seus verdadeiros sentimentos. Se ele não souber dar valor a isso, é porque não é evoluído o bastante para respeitar outro ser humano e isso não é problema seu.
Fique tranquila e saiba que você fez a sua parte, que você viveu. A grande sabedoria é manter viva a chama da paixão simples e ingênua.
E, quando você encontrar seu grande amor, saber adaptar os problemas do dia-a-dia, as cobranças que vem com o tempo ao romance, à entrega, ao respeito, à capacidade de se expor.
É ter coragem de tirar a muleta do coração e incentivá-lo a ser ingênuo, a acreditar outra vez.
Extinguir todo o ciúme, medo, agressividade, falta de respeito e orgulho, porque o verdadeiro amor não tem espaço para esses sentimentos.
Às vezes é melhor deixar fluir e sentir as coisas boas que vem de outro lugar e de maneiras imprevisíveis, de pessoas que nos surpreendem com apenas um gesto acima de tudo.
"Ser sábio tratar com prioridade quem te trata como qual! E não como opção."
Ser sábio às vezes é nada mais que sentar ficar quieto e refletir, depois se toma a decisão correta e muda-se definitivamente com intenção do bem e de melhoras, e não temporariamente para voltar ao início onde tudo estava errado!
Maria Luisa Martins

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

EVIDENCIAS






Do teu cheiro, da tua voz
Do teu jeito e meu de ser
De sentir os teus beijos, teus carinhos
E depois enlouquecer
Nessa paz que fica
De não ter tempo nem momento
De ser simplesmente
E fazer acontecer
De quase morrer
Num minuto de incerteza
Por quer mais que queria
Mas como controlar o que não sacia?
E para que calar o que já evidencia?
Aparências? Que sentidos elas tem
Ah! Que saudade de matar
Esse explosivo desejo
De querer até quase enlouquecer
E então sossegar num abraço
Infinitos segundos de reencontro
Para acalmar toda ânsia
E o desespero de não ter
Sugar cada gota desse momento
Para depois novamente
Querer e não poder...
Maria Luisa Martins

Momentos De Delícias.






Deixe a saudade bater e o tempo dizer por nós...
Deixe o sentimento fluir e florescer em nossa alma!
********** 
Nos teus braços, embalada no abraço que queríamos eterno.
 **********
Acordei e as carícias transformavam-se em palavras.
 **********
Nua delicada como a rosa que em poesia, verso e prosa é musa e deusa da candura perfumada e sedosa.
 **********
Perfeição da natureza beleza, que se expõe em toda parte para amar sem castidade sensual obra de arte.
 **********
O gosto do teu beijo sobrevive na memória dos meus lábios...
 **********
Repouso nua sobre o colchão do teu corpo... O relaxamento despudorado da cumplicidade do cansaço, da paixão, da luxúria...
 **********
Nossos corpos se cruzam e descruzam como serpentes cálidas se enroscam e se apertam atarracham num crescendo sem limite...
 **********
Pra delirar pelos olhos como se delira por entre as pernas...
 **********
O amor é assim... Um viajante do tempo que mescla adoravelmente o passado e o futuro em nosso eterno presente…
 **********





Duas estradas confundindo-se em curvas e contracurvas duas linhas aproximando-se, fazendo com que o principio de umas e torne no fim da outra, dois limites feitos de cabeça, tronco e membros, feitos de boca, feitos de seios, feitos de sexo, envolvendo-se, aconchegando-se...
 **********
Sempre me pego pensando em você. Fico louca. Só em imaginar seus lábios a me beijar. Estremeço. Só de pensar fecho os olhos e lembro, do seu rosto, do seu cheiro, dos seus olhos. Esqueço do mundo. Sinto o vento me tocar. São os seus braços a me abraçar.
 **********
Não têm seda, champanhe ou pérolas. No entanto, o veludo da tua pele perfumada… O néctar dos teus lábios… O brilho dos teus olhos… Completam este nosso íntimo universo chamado tu e eu.
 **********
Jogo meus braços entrelaçados de nuvens. Beijo o ar e o travesseiro de lã. Quebro o silêncio da cama num ranger de molas. Abro náuseas de prazer. E percorro em volúpia arrepiante. Meu, teu corpo ausente.
 **********
Hás de ser uma praia branca ao meu enleio nua, deitada ao sol, exposta ao mar a aos ventos, e eu serei esse vento de ternuras cheio! E eu serei esse mar de desejos violentos!
 **********
Os meus dedos pousam na tua pele. As minhas mãos acariciam cada gesto teu, que seduzem os meus sentidos.
 **********
A beleza não é algo que se apaga. É fogo que arde incessantemente. É a alma que se mostra e que me encanta docemente. Se a beleza fosse lei eu sempre a assaltava. Se fosse uma escrita antiga, eu sempre a decifrava. Tu, Mulher, és a pintura divina. A escrita das obras mais conceituadas. És ar fresco na vida. És tudo nas formas mais detalhadas.
Maria Luisa Martins

Quase Um Poema De Amor!






Desta vez vou escrever um poema que vai ser um poema de amor, mas que não é apenas um poema de amor. O amor, com efeito, é algo que não cabe num poema; pelo contrário, o poema é que pode caber no amor, sobretudo quando te abraço, e sinto os teus cabelos na boca, agora que a tua voz me corre pelos ouvidos como, num dia de verão, a água fresca corre pela garganta. A isto, em retórica, chama-se uma comparação; e pergunto o que é que o amor tem a ver com a retórica, ou por que é que o teu corpo se teme de transformar numa metáfora - rosa, lírio, taça, qualquer objeto que tenha, na sua essência, um elemento que me possa levar até ele, como se fosse preciso, para te tocar, substituir-te por outra imagem, ver em ti o que não és, nem tens de ser, ou ainda transformar-te num lugar comum, que é aquilo em que, quase sempre, acabam os poemas de amor.
 Assim, este poema de amor é, mais do que um poema de amor, um exercício para escrever um poema de amor - mas um poema de amor a sério, sem comparações nem metáforas, só contigo, com o teu corpo, com a tua voz, com os teus cabelos, com aquilo que é real, e não precisa sair da realidade para se tornar objeto de um poema de amor em que o amor, finalmente, deixa de ser o objeto único do poema, que se preocupa acima de tudo com a retórica, as imagens, o equilíbrio das formas.
 Mas, pergunto, não é o teu corpo uma flor? Não é a tua boca uma rosa? Não são lírios os teus seios? Tudo, então, se transforma: E o que tenho nas mãos é uma imagem, a pura metáfora da vida, a abstrata metamorfose das emoções. O resto, meu amor, és tu - E é por isso que o poema de amor que te escrevo não é, finalmente, um poema de amor.
Maria Luisa Martins

Queda!






Nem toda queda é lamentável...
Se eu tiver que cair, que seja de amor por alguém.
É uma queda que vale a pena! :))
Maria Luisa Martins


Fale Comigo...



Existem sentimentos que não se explicam. Você entende todos os seus sentimentos? Sabe? Vivo tentando entender os meus desde que me entendo por gente.
Por favor, então me entenda, me deixe falar, explicar melhor, só falei para você não me julgar mal.
Os sentimentos, eles são o que a gente tem de melhor.
Sua amizade é preciosa demais, lembra? Nós fomos amigas todo o tempo. Respeitei você e ainda respeito.
Nossa amizade não é importante? Não sou mais importante? Então fale comigo...
Estou super triste, não queria te magoar.  Estou te pedindo, por favor, podemos conversar Luisa?
Sua amiga.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Sua!




O que me Pedes, será atendido...

O Que Desejares,
Será Suprido...

Minha Alma,
É Tua Alma.

Minha Boca,
Saciará Tua Sede.

Minhas Mãos Deslizarão Por Teu Corpo...
Tua Pele... Subirei Minha Língua Sobre Teu Pescoço

Tocarei Em Tuas Suaves Mãos,

Sugarei Teus Seios,

Descerei no Âmago do Teu Ventre

Deslizarei Por Tuas Pernas...
Nádegas... Penetrarei Longos Dedos Em Teu Sexo.

Sexo Ardente.

Tomarei Como Drink Teu Gozo,

Até Ouvir Sussurros e Gemidos De Prazer.

Meu Corpo,
Está Ao Seu Dispor,

Para Quando Necessitares...
Maria Luisa Martins

Sozinha.




Estar sozinha, às vezes, é um incômodo

Um convite à dor por vezes cansativa

De se encontrar, sempre, preocupada

Consigo, com os outros, com as idas e vindas

De idéias recorrentes, deprimentes, perturbadoras e doloridas;

Estar contigo, porém, traz conforto,
Faz enxergar o quão pequenas
São as problemáticas, as preocupações,

Quando amor que, diz-se, tudo vence

Há de sobra,

E sobram, também, carinhos, afagos,

Mãos dadas e pequenas frases-poemas;

E poesia.
Maria Luisa Martins

O Conjunto Da Felicidade!




Poesia, música e mulheres...
Tudo num único lugar!
Me apaixono por olhares, abraços, fotos, mulheres que acabo de conhecer... Mulheres que conheço faz tempo... Mulheres que nem conheço.

E conservo estas paixões escrevendo... Canto com palavras as músicas que acho que vocês, minhas paixões, merecem ouvir!
Espero tocar as partes certas de seus corações...
E fazer florescer, em cada um deles, o jardim mais lindo que já existiu!
Maria Luisa Martins

Me Faça Enlouquecer!



Penso em você. Penso em você nas noites em que parece percorrer meu corpo como uma brisa suave do vento.
Nas noites em que sopra em meu peito e me faz sentir o seu toque.
Penso em você, quando percorre meus seios.
Quando a sua saliva se assemelha a pequenos riachos que teima fazer no meu corpo.
Riachos que não leva o vento.
Riachos que apenas me molham em desejo.
Gostava de navegá-los e sentir-me totalmente sua,
Gostava de substituir a pequena brisa que circula no meu corpo, por ti.
Quero ser apenas sua, em pensamento e em desejo, e sentir-te navegar meu corpo e criar riachos ainda maiores, em todas as zonas, onde o seu prazer me mata.
Gostava de me dar a ti, de me dar a ti num jogo de loucura onde só o prazer tem palavra.
Onde só o prazer reina e onde só os seus gestos me fazem gemer.
Quero ser sua. Não sendo sua não sou mulher.
Torne-me sua.
Tenha-me como sua e me faça enlouquecer.

Luisa M Barros

Já...




Já me enganei sobre muitas pessoas e também já me enganei sobre mim mesma.
Já disse "nunca mais" e fiz tudo novamente.
Já pensei que fosse para sempre e nem percebi quando acabou.
Já errei muito e ainda erro.
Já machuquei quem não deveria.
Já me decepcionei com os que mais amei e amo.
Já escrevi e não mandei.
Já disse "eu te amo", quando deveria ter dito "te quero bem".
Já quis ter dito "eu te amo" e ao invés disse "até logo".
Faço ideia do que fazer daqui a 10 anos, mas não sei que roupa comprar amanhã.
Não me recordo do que comi ontem, mas me lembro de cada palavra carinhosa dita.
Sinto saudade do que não tive, sinto falta até mesmo de quem está perto de mim, podendo amar sem ser notada.
Posso morrer de ciúmes e mesmo assim conseguir sofrer.
Posso esquecer quem me deixou triste, mais não esqueço jamais de quem me fez feliz! :)

Maria Luisa Martins

Anciando Por Você.




A noite chega e meu coração te chama...
Saio nua, sem rumo, me perco no tempo, ouço gritos que vem de longe...
Talvez ecos dos gritos que ainda não gritei. Me perco em meus passos, deliro...
Vontade de você... Nada que me guie, noite escura, estranha, sem o brilho das estrelas e a lua nas sombras.
Eu a te buscar em vão, me perco em mim...
Sinto teu cheiro, o calor do teu corpo e o gosto dos teus beijos...
Não me basta! Preciso tocá-la...
E um oceano nos separa não te alcanço, não me ouve e me perco na angústia de ver ampliara distância que entre nós se estende... Não sei se recuo ou transponho...
Faço loucuras ou te espero...
Só sei que meu corpo é fogo que queima e minha alma murmura em lamentos com vontade de você...

Maria Luisa

Sinta-me!!!




Sinta-me!!! Para eu te sentir...
Chama meu nome... Pra quê esperar?
Procura-me!!! Não espere que eu te diga o que fazer
A noite não avisa o dia, a hora de chegar
Veja estou aqui a querer, de vontade tudo faz queimar
Somos peças do mesmo quebra-cabeça, que só a gente sabe montar
Vem!!! Misture teu corpo ao meu... Pra quê esperar?
Tua mão na minha pele sem roupa
Tua chuva em minha boca quero beber cada gota
Estou louca para sentir o gosto teu
Mexa-se em meu quadril!!!
No vai e vem que sei bem fazer
Prenda-me sem cordas em você
Seja bem-vinda entre as minhas pernas
Vem!!! Misture teu corpo ao meu... Minha carne precisa das tuas mãos
Dos teus gemidos em meu ouvido
Dos teus olhos na direção do meu olhar
Aqui perto de mim...
Me deixa louca de vez. Pra quê esperar?
Vem!!! Não espere que eu diga o que fazer
Vem!!! Misture teu corpo ao meu... Dou-te o lado mais devasso
Dou-te o contorno e cada traço
Que tua cabeça desejar... Vemmmmmmm...

Maria Luisa Martins 

Esperando...



A noite chega e você não vem...
Na penumbra do meu quarto, só a fumaça do cigarro me faz companhia.
Que agonia...
Quero sentir o sabor dos teus beijos, sorrir com os teus gracejos e te amar como se fosse à última vez!
Quero afastar de mim, toda a sensatez... E te amar sem medo e sem censura, sentir os teus lábios a minha procura e saciar minha sede no mel da tua boca!
Quero ficar assim... Completamente louca!

Maria Luisa Martins